Liderança do Oceano Azul

Neste artigo vou compartilhar um review de uma leitura interessante que fiz sobre a Liderança do Oceano Azul.

Vamos iniciar com uma pequena enquete: pergunte aos seus amigos e colegas se eles estão satisfeitos com o atual empregador. Nesta pergunta vamos utilizar o termo empregador de forma ampla, considerando a organização como um todo.

Esta segmentação se faz necessária porque, mesmo que o nosso gerente ou superior imediato atue de forma diferente com a sua equipe, ele ainda estará subordinado as normas e culturas da organização.

Os chefes, os líderes estão presentes em todos os níveis da administração. Em nosso contexto organizacional, líderes tomam decisões a todo momento, e nem sempre estes funcionários pertencem ao alto escalão. As decisões são tomadas também em níveis intermediários e na linha de frente.

Diferente de outros programas de liderança, a Liderança do Oceano Azul aborda todos os níveis de uma organização. Neste caso, a abordagem Oceano Azul afirma que precisamos de líderes eficientes em todos os níveis, para que toda a organização possa maximizar seu desempenho.

A abordagem da Liderança Azul foi desenvolvida para ser aplicada nos três níveis: alto, intermediário e linha de frente. Uma das diferenças cruciais desta abordagem está em focar nas atitudes e atividades do líder, inverso do que presenciamos hoje. As abordagens atuais discutem crenças, valores e o próprio comportamento, já a liderança azul visa empreender novas ações e atividades para estimular a sua equipe. É muito mais fácil mudar ações e atividades, do que crenças, valores, qualidades ou comportamentos, ou seja, precisamos definir o que o líder precisa fazer e não quem ele deve ser.

O Instituto Gallup afirma que a principal razão para a falta de engajamento dos funcionários é o estilo de liderança insatisfatório. Hoje, os cenários mudam cada vez mais rápido e temos nas nossas organizações 4 gerações disputando o mesmo espaço, sendo que as gerações mais novas escolhem onde querem trabalhar e gastar sua energia. Há também uma luta interna dos gestores que por um lado querem que sua equipe produza, seja racional, não inove, e faça o trabalho para qual foram pagos, e por outro lado temos gerentes que visam a inovação, a criação, novos métodos e metodologias. O que o líder deve fazer então?

O primeiro passo da Liderança do Oceano Azul é fazer um levantamento e um diagnóstico da situação atual das atividades dos líderes, nos três níveis da administração. A fim de mudarmos, precisamos conhecer a realidade para construirmos um futuro diferente. Neste primeiro passo, vamos conhecer a opinião das pessoas sobre o estilo de liderança atual. Serão conhecidas as atividades boas e ruins que os seus líderes investem a maior parte do tempo, e também aquelas atividades que os funcionários consideram importantes para motivação e desempenho, que os líderes estão ignorando.

Com base nestas atividades, o próximo passo é identificar quais atividades são cold-spot (atividades que consomem tempo, mas não agregam valor) ou hot-spot (atividades que motivam e energizam a equipe). Com esta tabulação realizada, os funcionários são desafiados a um brainstorm para agregarem novas práticas de liderança a organização. Não é umbenchmarking e vale qualquer experiência de liderança, tanto na vida pessoal, quanto na profissional. As atividades então são distribuídas na Grade de Liderança Azul, contemplando as atividades que deveriam ser eliminadas, reduzidas, aumentadas e criadas.

grade lideranca azul

A análise feita é socializada com todos os membros da organização. A validade deste processo é evidente, pois todos participaram da sua formulação. Os líderes, neste momento estão de posse de informações valiosíssimas a respeito do que devem ou não fazer, e o que motiva ou desmotiva a sua equipe. Além deste conhecimento, fica mais fácil mensurar os resultados: será que as práticas que deveriam ser diminuídas, de fato foram? Foram criadas as novas ações? Mensalmente, está reunião de acompanhamento pode ser feita.

Dados do instituto Gallup mostram que apenas 30% dos funcionários estão engajados e determinados a realizar um bom trabalho e a causa é exatamente o descontentamento com a liderança. Como o líder poderá extrair o potencial adormecido de sua equipe? Um bom começo seria perguntar a própria equipe!

Para saber mais:

http://www.blueoceanstrategy.com/

Leia o artigo completo em:

https://hbr.org/2014/05/blue-ocean-leadership

W. Chan Kim and Renée Mauborgne are professors of strategy and management at INSEAD and codirectors of the INSEAD Blue Ocean Strategy Institute, in Fontainebleau, France. They are the authors of Blue Ocean Strategy (Harvard Business School Press, 2005). Seewww.blueoceanstrategy.com.

Renée Mauborgne are professors of strategy and management at INSEAD and codirectors of the INSEAD Blue Ocean Strategy Institute, in Fontainebleau, France. They are the authors of Blue Ocean Strategy (Harvard Business School Press, 2005). See www.blueoceanstrategy.com.

Sobre o Autor:

rodrigo_zambonRodrigo Zambon: Formado em Administração pela FDV com pós graduação em Logística de Transportes e também MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Pós graduação em Programação Neurolinguística.

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