Execução: parte fundamental da estratégia

Segundo artigo de uma série sobre o Planejamento Estratégico do Estado do Espírito Santo e seus desdobramentos. Os próximos temas são Gerenciamento Intensivo de Projetos, Metodologia, Software Siges e Indicadores.

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Vimos no artigo anterior sobre Planejamento Estratégico, parte do esforço que o Governo do Estado do Espírito Santo fez para se chegar as definições estratégicas para o período de 2015-2018. Agora é o momento de iniciarmos os ajustes finos das metas organizacionais, e ter sempre em mente que a estratégia não é um plano estático e pode variar de acordo com o contexto e o ambiente externo. Feito este ajuste, é o momento de passarmos a próxima fase: a execução.

Mas o que é executar um plano? Em poucas palavras digo sempre aos meus alunos que execução é justamente a lacuna entre o que foi “prometido”, o que foi definido no planejamento e os resultados que pretendemos alcançar. Não é uma atividade em si, mas uma cultura que deve ser entendida por todos e praticada. Não é meramente uma atividade tática, em que o líder pode delegar e imaginar que irá acontecer por si só. É exatamente o oposto, execução é a principal atividade de um líder, de um gerente de projeto. Ele deve estar sempre a frente, conduzindo e mostrando-se disponível para sua equipe.

Conhecer a sua equipe, e as características de cada um possibilita ao líder de um projeto maior controle sobre as atividades e entregas. O pré-requisito para a qualidade na execução de um projeto é o alinhamento de toda a equipe em uma só direção. Em tempos difíceis, quanto mais pudermos conhecer nossa equipe, mais transparência e confiança vamos estabelecer.

Projetos mais complexos, vão requerer interações de dois ou mais setores do Governo. Entendemos aqui setores como duas ou mais Autarquias ou Secretárias de Estado. Importante ressaltar que estes setores não concorrem entre si, mas deverão convergir para realizar as entregas dos projetos. Não é para existir processos desta ou daquela Secretaria, mas sim processos integrados, metas comuns nos diversos processos pertinentes a cada projeto. É preciso estabelecer uma conexão, um fluxo de trabalho entre os envolvidos para se atingir a meta.

Apesar de não termos concorrência, temos uma enorme responsabilidade social. A diferença na prestação de melhores serviços está execução. O líder deve estar totalmente engajado nesta atividade. Não entregamos benefícios aos cidadãos só com planejamento, mas sim com execução de qualidade. De fato, a mudança que queremos só vem através da execução. Não estou minimizando a importância do planejamento, mas sim deixando claro que só ele não é suficiente para melhorarmos a qualidade de vida da sociedade. Quanto melhor o planejamento, menos falhas teremos na execução. Devemos planejar sim, mas levando em conta a nossa capacidade de execução, e a escolha das pessoas certas para fazer acontecer.

O monitoramento e controle ocorrem paralelamente a execução. Uma condição para sabermos se estamos conduzindo bem nossos projetos é medindo. Não adianta traçarmos prazos ousados, durações otimistas se não fizermos um simples exercício de analisar a realidade em que estamos juntamente com nossas equipes. Cálculo do esforço, capacidade dos recursos, entraves ambientais, e até mesmo nossa cultura influencia na hora de definirmos o cronograma.

Concluir o que foi planejado requer investimentos, melhores processos, pessoal capacitado e principalmente coragem. Coragem para oferecer melhores serviços mesmo que isto momentaneamente cause algum transtorno e gere insatisfações. Durante o processo, pode ser sim que seja doloroso aprendermos, mas no fim com a entrega feita, ou com a melhora na prestação de serviços, o cliente será o principal beneficiado e no nosso caso, este cliente é toda a sociedade do Espírito Santo.

Sobre o Autor:

rodrigo_zambonRodrigo Zambon: Gerente Administrativo na Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas. Professor na Escola de Serviço Público do Espírito Santo nas disciplinas Gerenciamento de Projetos e Planejamento Estratégico. Servidor de carreira no Governo do Estado do Espírito Santo.

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